Sexta-Feira, 04 de Novembro de 2011

Veneza, Veneza e Veneza


É complexo e não me atreveria a indicar a melhor cidade do mundo. Posso, no entanto, falar da que mais me agradou e para a qual tenho vontade de voltar: Veneza!

Entendo aqueles que ficam em dúvida ao ter que escolher entre Paris, Roma, Madri, Berlim ou Estocolmo, para lembrar apenas algumas entre muitas. Mas tenho para mim que Veneza não pode faltar no roteiro.

Não sei por que não lidera o turismo internacional mas tenho-a em primeiro lugar. Segundo vago. A partir daí ao gosto de cada um.

Percebe-se que estou me limitando a Europa, pois afora há lindos e agradáveis lugares para conhecer.

A exemplo de Marrocos e da ignorada Guiné-Bissau onde se fala nosso idioma e brasileiros são recebidos com sorrisos sinceros.

E Israel uma nação com atrações históricas onde uma visita significa viver o esplendor do passado. Genuflexamente peço perdão, com exceção da comida típica. Visitei Israel a convite oficial e percorri o país durante dez dias, de Tel Aviv ao Mar da Galiléia, que pode ter sido considerado mar na antiguidade, hoje apenas um lago, a beira do qual no almoço senti o sabor de um peixe a D. Pedro. Visitei a Cesaréia, um pequeno local construído pelos romanos ao tempo em que tomaram a região. Aliás, Roma à época em que foi capital do mundo deixou fortes marcas em muitos lugares.

Voltemos a Veneza. Veneza é dividida em seis distritos ou “sestieri”. O turista inicia passeio pela Praça São Marcos, depois o Palácio Doge, a Basílica e em seguida os “sestieri”. Em Veneza, a exemplo de outras cidades da Europa, tudo o que se vê tem mais de um século, quando não dois ou mais. Um dos canais que cortam Veneza é o Rio Madona Dell’Orto. Outra diferença é que Veneza é uma cidade que foi construída inteiramente sobre as águas. Canais e estreitas vielas passam entre suntuosos palácios, magníficas igrejas e coloridos mercados. A igreja de San Giovani e Paolo é do século XIII. A igreja de Santa Maria dei Miracoli é considerada uma joia renascentista com placas de baixo relevo de mármore. O Museu Correr com sua exposição lembra a história de Veneza. E inúmeros museus (aliás nas principais cidades da Europa se se visitar todos os museus nada mais se poderá ver). A pinacoteca da Academia tem obras de Ticiano, Giorgione e Bellini. O Palácio Doge foi por quase mil anos o centro do poder. É um labirinto de salas ricamente decoradas revelando o estilo de vida e o luxo dos governantes de ontem. O Palácio Doge também chamado Palácio Ducale era um castelo fortificado do século IX, destruído por incêndio foi reconstruído mas arquitetos quebraram a tradição sobrepondo ao mármore rosa arcadas de pedras istrianas o que resultou numa obra prima da arquitetura gótica.







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