Sexta-Feira, 18 de Novembro de 2011

O Manifesto Comunista


Viva a democracia. Viva a livre manifestação do pensamento. O voto livre e secreto. O direito de escolher (bem ou mal) aqueles que destinam a aplicação do dinheiro nosso que o governo não cansa de recolher. Viva tudo que favorece a liberdade de todos nós, de procurar o melhor trabalho e decidir o que fazer com o dinheiro ganho, a liberdade de escolher com quem namorar, noivar, casar e viver junto, o direito de criticar os poderosos sem abusar e mesmo abusando ter direito a se defender em processo na Justiça, viva tudo isso e mais toneladas de argumentos que a história e a vida nos oferecem contra a estranha minoria que de quando em quando se lembra de falar em favor do comunismo.

Todavia, em nome dessa minoria, que inobstante a meu ver com o passo errado, tem o direito de se manifestar, vou hoje falar sobre o famoso Manifesto Comunista, de Marx e Engels.

Primeiro a história do seu nascimento. O comunismo nasceu na escuridão dos anos oitocentos, comentado em pequenos grupos ocultos, pois surgiu como arma para derrubar os governos que eram considerados defensor dos ricos contra o perigo dos pobres. Numa época em que a diferença de classe era brutal e a esperança do pobre de alcançar a riqueza era mínima.

Em 1847, sigilosamente, foi realizado em Londres um pequeno congresso entre essa gente sem recursos mais com ideais. E ao final comissão foi designada a elaborar um documento noticiando a fundação de novo partido político. O grupo se denominava Liga dos Comunistas. E o documento final foi denominado Manifesto Comunista. Era novembro de 1847. Foi publicado primeiro em alemão, 12 edições só na Alemanha. Depois na Inglaterra e Estados Unidos. Em 1848 em Paris e mais tarde no Le Socialiste, em Nova Iorque, e pelo mundo afora. Sofreu algumas alterações após a Comuna de Paris que demonstrou que o proletariado não poderia tomar o poder da máquina estatal e coloca-la em ação para seus próprios fins.

O Manifesto é datado de Londres, 24 de junho (dia de São João) de 1872 e assinado por Karl Marx e Friedrich Engels. E inicia afirmando o seguinte: “Um fantasma ronda a Europa – o fantasma do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa santa aliança para conjura-lo: o papa o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha. Que partido de oposição não foi acusado de comunista por seus adversários no poder? Que partido de oposição não lançou a seus adversários a alcunha infamante de comunista? Duas conclusões decorrem disso: 1°, o comunismo já é conhecido como força por todas as potências do Estado; 2°, é tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de ver, seus fins e suas tendências, opondo um manifesto do partido à lenda do espectro do comunismo”.

Nas primeiras épocas da história verificamos uma divisão da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de condições sociais.

Na Roma antiga patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores feudais, vassalos, mestres, oficiais e servos. A sociedade burguesa moderna brotou do feudalismo, não aboliu o antagonismo de classes. Não fez senão substituir velhas classes, velhas condições de opressão, velhas formas de luta por outras novas.

A sociedade se divide em dois campos opostos, duas classes opostas, a burguesia e o proletariado. Dos servos da Idade Média nasceram os plebeus livres das primeiras cidades e desta população saíram os primeiros elementos da burguesia.

A descoberta da América e a circunavegação da África ofereceram à burguesia ascendente novo campo de ação. Mercados da Índia e China, a colonização da América, o comércio colonial, o incremento dos meios de troca das mercadorias imprimiram impulso ao comércio e indústria, à navegação e desenvolveram o elemento revolucionário da sociedade feudal em decomposição.

Burgueses & proletários

A história das sociedades tem sido a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e oficial ou seja, opressores e oprimidos em constante oposição tem convivido numa guerra ininterrupta, franca ou disfarçada, guerra que sempre terminou por uma transformação revolucionária da sociedade toda ou destruição das classes em luta. No passado vimos uma divisão em classes distintas numa escala graduada de níveis sociais. Na antiga Roma patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos. Na Idade Média senhores feudais, vassalos, mestres, oficiais e servos e cada classe com gradações especiais. O vocábulo burguesia abrangia capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social que empreguem trabalho assalariado. Proletários a classe de trabalhadores assalariados modernos que, privados de meios de produção próprios se sentem obrigados a vender sua força de trabalho para sobreviver.

A sociedade burguesa moderna nascida das ruínas da sociedade feudal, não aboliu antagonismos de classes. Não fez senão substituir velhas condições de opressão, velhas formas de luta por outras novas. Já a época da burguesia simplificou o antagonismo de classes. A sociedade divide-se em dois campos opostos, em duas classes: burguesia e proletariado. Dos servos da Idade Média nasceram os plebeus livres das primeiras cidades e desta população municipal saíram os primeiros elementos burgueses.

P.S.- Burguês: cidadão habitante de um burgo ou cidade, principalmente com referência a países estrangeiros. Proletário: cidadão da última classe do povo e isentos de impostos, só eram úteis à República pelos filhos que procriavam. Cidadão pobre que vive de trabalho mal remunerado, operário.







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