Terça-Feira, 22 de Novembro de 2011

Mulher brasileira em primeiro lugar


Finalmente, serva da vontade popular, a ciência política presta homenagem à competência e maiores cuidados que a desleixada atenção masculina, confiando o mais importante cargo público a Dilma Roussef. Apadrinhada pelo presidente Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, obteve passaporte para subir a ambicionada rampa do Palácio do Planalto que Juscelino Kubitschek transferiu da maravilhosa Rio de Janeiro para o centro do país sob pretexto de segurança: capital situada em local central da nação, distante da orla marítima por onde começam ataques inimigos. A ideia pode ser sido boas mas a desculpa poderia ser melhor, mister JK.

Como quer que tenha sido a inteligência feminina, enfim, chegou ao trono para comandar uma das mais importantes e, inquestionavelmente, a mais agradável nação do globo terrestre. Creio, todavia, que a eleição se deva notadamente à própria Dilma. Não fiquei convencido do proclamado ibope de Luiz Inácio. Foi uma vitória que chamou a atenção do Exterior. Jovem e desconhecido internacionalmente, de repente na chefia de uma das nações mais admiradas além mar. Tratava-se, com efeito, de algo singular, motivo pelo qual o presidente Barak Obama o tivesse apresentado nos Estados Unidos como “o cara”. Jamais imaginei que esse vocábulo se transformasse em elogio. O famoso, o tal, a revelação... o cara!

E esse cara conseguiu agradar o povo. Para mim seria mais correto escrever iludir o povo. Governo sem imaginação, sem criatividade, facilitado por haver subido no trem em plena velocidade desde quando foi colocado nos trilhos por Fernando Henrique Cardoso, com o pontapé inicial de Itamar Franco, que introduzindo o real como moeda conseguiu eliminar a praga da inflação que vinha impedindo a evolução nacional. Acumulou boa reserva monetária, deixando-a no cofre, atitude rara em muitos governos e a arrecadação de impostos subindo a ladeira. Como sentencia o dito popular: subiu no bonde andando, evidentemente com o dever de impedir o bonde descarrilar.

Mister Luiz Inácio teve a sorte de assumir um país sem problemas complexos a solucionar. Administrou com acerto. Cumpriu seu dever. Uma das exigências da democracia.







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