Quarta-Feira, 20 de Julho de 2011

Lei seca não, mas...


Por vezes enquanto o sono custa a chegar meu pensamento costuma divagar e percorre ideias que nem sempre recordo quando desperto. Sei que não é problema apenas meu. Um amigo meu, competente publicitário, costumava dormir com gravador ao lado e ao surgir uma ideia logo gravava para não perdê-la.

Uma dessas ideias é, por quais razões, aqui, ali, acolá e pelo mundo afora o tabagismo, que é totalmente liberado e começa atraindo crianças que jamais deixam de depender da nicotina.

Há algum tempo descobri porque os governos não proibem o uso do cigarro, inobstante ninguém ignore seus malefícios comprovados histórica e cientificamente.

No Brasil, num determinado ano, a Souza Cruz, a maior fabricante de cigarro no país, teve faturamento superior a R$ 4 bilhões. E a informação chegou ao conhecimento público porque, à época, a empresa se queixou que o consumo estava baixando e diminuindo o lucro. Má notícia para a empresa, excelente para os pulmões da população.

Lembramos que houve época em que ostentar um cigarro era charmoso, significava status, no cinema e televisão era quase obrigatório (sei não se estimulado pelos interessados), “o cigarro é bom companheiro”, “o cigarro acalma os nervos”, “o cigarro supre a solidão”, talvez, mas a que preço? Sou testemunha por acompanhar amigos que sofreram demasiado para deixar o vício. E quantos algum tempo depois não voltaram a ele?

Sucede que o cigarro já é taxado com alto imposto. É, quiça, o caminho. Mas por ora esse imposto é insuficiente para eliminar o vício. O governo que vive reclamando da falta de recursos, erário baixo, caixa minguante, tem o poder e eu, acrescentaria, o dever de elevar imposto sobre tabagismo e bebidas alcóolicas já que a lei seca não deu resultado como demonstrou a experiência nos Estados Unidos.







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