Domingo, 06 de Março de 2011

In vino veritas


É estranho. Eu que não bebo a não ser refrigerante e, preferencialmente, água de coco, escrevendo sobre vinho. Mas, creio que mesmo sem beber tenho condições de discorrer sobre qualquer bebida. Não devia mas vou lembrar. Na minha juventude em Campo Largo eu e um amigo fizemos uma aposta absurda. Percorrer a rua principal bebendo algo diferente em cada bar. Cachaça, conhaque, cinzano, fernet, vinho, batidas e o que estivesse à vista. Ao final do percurso ficava um agradável chafariz onde tomamos goles d’água e chegamos ao campo onde jovagam futebol meu irmão e colegas. Cheguei apanhei a trave (um pedaço de madeira) levantei, gritei aqui ninguém mais joga e fui ao chão. Levantaram-me e cheguei carregado em casa onde tomei uma das poucas surras de meu saudoso pai. Santo porre, jamais voltei a tocar em qualquer bebida alcoólica. Vez por outra um vinho branco alemão que aprendi a gostar visitando Berlim (Alemanha), de preferência o Mosel.

Estou “bebendo” vinho agora por haver lido o Almanaque do Vinho. Por que o vinho está conquistando o mundo? Título falso, tenho que é o vinho bebida das mais antigas. Há quem sustente ser o vinho importante mesmo para a saúde. Prosit! Tomaz Jeferson como embaixador na França se apaixonou pelo vinho e levou o hábito para seu país. Antes dele Napoleão Bonaparte comemorava suas vitórias com vinho e champanhe. E, para não alongar muito, vale recordar Pasteur. É de Pasteur esta frase: Existe mais filosofia em uma garrafa de vinho do que em todos os livros. Aliás Júlio Cesar também tinha seu vinho predileto: Mamertino batizado em honra ao deus da guerra, Marte, e produzido ainda hoje na Sicília. O vinho, dizem, adiciona uma especial dimensão a momentos que marcam nossa história. Mas, sei eu, sabe você, há vinho & vinhos...

P.S.- In vino veritas só após o primeiro copo.







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