Quarta-Feira, 27 de Abril de 2011

Brasília - sonho e realidade


Hoje podemos afirmar que valeu a intenção. A ideia de Juscelino Kubitschek de Oliveira de mudar a capital do país colheu a população de surpresa. Justificativa de JK: segurança. Rio de Janeiro, junto ao mar, seria fácil alvo de um ataque estrangeiro e tomada a capital estaria aberto o caminho para a dominação. Ninguém jamais imaginou ou acreditou nessa hipótese, mas como garantem que bruxas existem...

Maluca aventura. No descampado do centro do país, de tudo distante, em muitos quilômetros não havia casa nem pessoas, tudo por fazer. E o jovem mineiro empolgado, alucinado, fazendo empréstimos internacionais e contratando gente de todas as partes do país e do mundo; salários eram superiores aos vigentes à época, acrescidos de moradia e outros benefícios. Juscelino marcou data para inauguração e convidou Deus e o mundo. Tive a honra do convite e a felicidade de testemunhar o nascimento da nova capital. Continuei cético, naquele lugar inóspito, distante da civilização. Imagino a dificuldade em convencer funcionário público federal a se transferir de uma cidade como Rio de Janeiro e morar naquele “fundão”. Foram oferecidas vantagens pecuniárias para atraí-los. Não fiquei sabendo quantos aceitaram a aventura. Felizmente Deus foi mais uma vez brasileiro. E Brasília graças ao talento de Niemeyer revelou ao mundo a arquitetura nacional.

E aqueles que julgavam ser o Brasil o país do samba e do futebol tomaram conhecimento de que aqui também a cultura era o pilar que sustentava a maioria das cabeças.







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