Segunda-Feira, 09 de Maio de 2011

Basta de pichação, açoite neles


Deparei-me no jornal O Estado de S.Paulo com notícia intitulada: “Músico reclama de pichação e é agredido por punks”. O texto é de Camilla Haddad e Bruno Lupion e inicia contando que “o professor de música Walflan Henrique Ribeiro foi esfaqueado depois de pedir a um grupo de punks que parassem de pichar o muro do seu conservatório musical em Guarulhos. Foi golpeado na cabeça, barriga e braço e foi levado ao Hospital Carlos Chagas e ao ser divulgado o fato estava na UTI. Um rapaz de 18 anos e dois menores foram apreendidos”.

Ribeiro, 37 anos, mantém um conservatório desde 2005 no parque Renato Maia, área nobre de São Paulo e mora próximo. Além dos ferimentos por faca foi chutado e levou socos na cabeça. Segundo a noiva de Ricardo o muro havia sido recém pintado e ela não entendia o motivo daquilo. Testemunha declarou ter sido horrível: “Ele ficou caído, pedindo socorro até ser levado ao hospital”. Outro vizinho saiu no encalço dos agressores. Conseguiu apanhar dois e entregar à Guarda Municipal. As facadas foram desferidas por bela jovem de 17 anos que na hora questionou colega que sentiu medo, tomou a arma e golpeou o professor. Detidos os jovens afirmaram: “Somos contra a repressão”, dizendo que escrever no muro é livre arbítrio. Ignorantes não eram. Tia da garota de 17 anos falou à polícia que ela havia mudado, passou a usar roupa preta e raspou a cabeça.

A esse tempo polícia paulista deteve estudante suspeito de incitação ao nazismo em festa universitária do Clube Israelita, onde Luiz Vinicius Cozenza (23 anos) exibia tatuagens suásticas na coxa. Indiciado por crime racial (pena de 3 a 5 anos), prestou depoimento e respondeu processo. Em sua casa foram apreendidos computadores e revistas alusivas ao nazismo. Inconcebível que pragas como nazismo e comunismo ainda possam iludir cérebros jovens.

À polícia jovem declarou que a propaganda nazista era analisada no curso de Publicidade. Não sem motivo, Hitler se utilizou muito da publicidade para ocultar sua face e suas intenções. O chefe de polícia que interrogou o detido Allan Turnowski informou que ele é de família judia que sobreviveu a alucinação hitlerista.

Não entendo a satisfação em pichar. Já vi pichações em pontos altos de edifícios que devem ser muito difícil. Qual o interesse, a compensação, disputa juvenil, provar que é homem. Tolice.

P.S.- Educação é aquilo que fica quando o que se aprendeu já foi esquecido. Burrhus Frederic Skinner, psicólogo americano (1904-1990).







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