Sexta-Feira, 15 de Abril de 2011

Aventura de fazer a América


A quem achar estranho o título é bom lembrar que num passado hoje distante era com esse pensamento que homens e mulheres embarcavam para uma viagem de navio que se sabia quando começava e não como terminaria, todos rezando para que terminasse bem. Atualmente é um agradável voo de São Paulo a qualquer endereço europeu. Navios já eram seguros porquanto após a tragédia do Titanic, os navios passaram a ser construídos de tal modo que naufragar é praticamente impossível. Eu li mas já não recordo, parece que a parte submersa é mais pesada da que desliza sobre as águas.

Era, todavia, o navio a única viagem possível do Velho para o Novo Mundo. Viagem agradável mas demorada, pois os navios dispunham da tecnologia que atualmente os beneficia oferecendo viagem segura e confortável, daquelas que a gente só reclama quando ela termina.

A América, então desconhecida, era o mundo novo aos olhos a Europa. Mas esses olhos era ambiciosos e acreditavam que a América era um El Dorado, terra rica habitada por gente sem conhecimento e inteligência para explorá-lo. Portanto ideal para ser tomada por aventureiros. Vamos lá, vamos fazer a América, fazê-la para nós.

Dias de hoje a gente atravessa mares lendo um livro e com mordomia que já foi muito melhor. Muita mudança ocorreu na aviação.

Há algum tempo a gente se preparava para voar, avisada parentes e amigos que iam a nosso embarque com lista de pedidos para compras pois no Brasil o melhor era sempre importado dos Estados Unidos e precipuamente da França. Convenhamos a diferença atualmente não é grande. Evidentemente que nossa indústria evoluiu mas considerando o nosso mercado interno e o disponível nas Américas, temos aberto um oceano livre e sem ameaça de congestionamento.

Ademais a maioria já acredita que é mais fácil sofrer acidente em terra do que voando. Recordo bem que numa viagem interna na Alemanha, parece-me que de Hamburgo a Munique, o tempo estava tão ruim, escuridão absoluta que eu fiquei apreensivo olhando pela janela já pensando no problema que seria morrer tão longe do Brasil, como se isso fosse problema meu. E a aterrissagem foi inteiramente tranquila. Raro é hoje conhecer alguém com medo de voar a exemplo de minha querida cunhada Tânia que tem ódio de Santos Dumont.

P.S.- Às vezes ocorrem imprevistos. Como um voo Tam Londres-São Paulo que uma passageira que tinha medo de voar tomou remédio em excesso, bebendo cerveja e acabou agredindo a tripulação.







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