Segunda-Feira, 28 de Fevereiro de 2011

Abraço aos piratas


Volta e meia vemos nos telejornais e lemos nos jornais que a polícia fecha uma fábrica de DVD pirata. Em Curitiba, já fecharam várias. Numa delas, na Vila Reno, no bairro do Uberaba, o cidadão “empresário” vendia de seiscentos a mil DVDs por dia, com rende de R$ 15 mil ao mês. Enio Edi Veiga França tomava tranquilamente seu chimarrão (seria gaúcho?) quando a polícia chegou e prendeu-o.

Tudo bem, em acordo com a lei e a polícia cumprindo missão que lhe é atribuída. Ocorreu que o fato serve para nos ensinar algo da maior relevância. Nós, pobres mortais, vamos continuar sendo explorados pelos fabricantes legais.

Se Eni Edi artesanalmente, sem tecnologia alguma, produzia DVD de boa qualidade, sem dúvida pois ao contrário ninguém compraria, vendia barato e ganhava seu dinheirinho, isto está nos ensinando o que? Está nos fazendo saber o quanto estamos sendo explorados quando adquirimos o mesmo produto regularmente. Lógico, há impostos e algo mais, nada, entretanto, a impedir que o mesmo produto chegasse ao mercado por preço menor ou para ser preciso, preço honesto.

Esses artesãos, indignamente classificados de piratas, estão construindo um caminho que pode nos levar a um comércio mais justo, lucrativo sem dúvida, mais jamais tão abusivamente explorador.

Sabemos que a democracia permite o comércio chamado de livre mercado e assim deve se. O que não dispensa uma fiscalização para que a população não seja injustamente prejudicada.

Acredito que estou tentando enxugar gelo. Neste nosso Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro, a única coisa que se fiscaliza é a cobrança de impostos onde o governo tem muito interesse. O resto? O resto fica ao “Deus dará”...







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