Quinta-Feira, 11 de Dezembro de 2008

O nosso Leviatã


Para ser mais claro vamos desde logo definindo esse tal de Leviatã. Leviatã, ou ainda Leviathan, é o nome dado ao monstro mencionado na Bíblia e que simboliza uma força pagã e inimiga do povo hebreu. Agora, com o prodígio da nossa imaginação, vamos para o nosso tempo e localizá-lo em nosso Brasil. E procurando um pouco, sem maiores dificuldades podemos localizar o nosso Leviatã. Onde? O principal deles em Brasília, representado pelo governo federal, ou seja, Sua Excelência “mister” Luiz Inácio, presidente da maioria dos brasileiros, mas não o meu. Jamais votei nele e me surpreendo com a sua popularidade. Mas, democrata convicto, tenho por hábito respeitar a vontade da maioria, ainda que discordando, até radicalmente, dela.

Por outro lado, não apenas como jornalista, mas, notadamente, como cidadão que cumpre todos os seus deveres e paga religiosamente seus impostos que não são poucos e ainda que considere alguns como abusivos, sinto o direito de proclamar a minha indignação contra os atos que na minha visão são simplesmente extorsivos. E quando afirmo isso, estou consciente de que não expresso um sentimento isolado ou apenas meu, mas sim de boa parte, se não a maior parte, da opinião pública.

Vamos começar por um exemplo que está entre aqueles que mais me incomoda. Esse famigerado pedágio. Por mais que alguns me tentem convencer, e entre eles coloco meu querido irmão (irmão tenho apenas um, Elias) sempre me parece mais um assalto ao bolso popular. Na verdade minha visão é a seguinte: Será justo que tenhamos que pagar para utilizar uma estrada que foi construída com o nosso suão dinheirinho? Vem meu mano e me contesta. Eu prefiro pagar por uma estrada boa do que ter que passar por uma estrada em más condições. Tudo bem. Mas eu retruco. E porque todas as estradas não estão em boas condições? Por certo não por culpa do povo. Nós, povo, recolhemos tributos e mais tributos, diretos e indiretos, e pior, sempre mais elevados. Por mais que a arrecadação cresça, jamais algum governo teve a audácia de praticar o extremo milagre de baixar impostos.

Ainda agora estou com o bravo “O Estado de São Paulo” e uma ampla reportagem relatando que “Governo vê arrecadação recorde mesmo com a crise, salientando que o erário vai recolher neste ano nada menos do que 726 bilhões de reais, mais de 100 bilhões acima do arrecadado no ano anterior. E, notem bem, esses números não são meus, nem opinião do mais exímio economista, são da Receita Federal, ou seja, fonte oficial.

P.S. – Como, depois do sonho, é triste a realidade. (Olavo Bilac, poeta carioca, nascido em 1865 e falecido em 1918).







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