Sábado, 09 de Junho de 2007

O leviatã de Lula


Qualquer cidadão de outro país, mas certamente do nosso planeta, deve acreditar que no Brasil não há problema difícil, tudo é resolvido, rápida e facilmente.

Ainda agora recebemos um exemplo que merece o nome de bofetada, desrespeito, politicagem e, entre muitos outros, porque não, corrupção.

E mais uma vez o guardião do nosso dinheiro, Banco do Brasil é a úbere em que os sedentos voltam a sugar, a fonte que não seca. Nosso presidente, diria melhor vosso, já que meu voto ele jamais mereceu, mandou “apenas” retalhar o centenário Banco do Brasil para atender unicamente interesses de aliados políticos. Quiçá exagere mas não é difícil acreditar que em qualquer país mais sério um ato dessa natureza provocaria, quando pouco, uma tentativa de impeachment.

Isso para não fazer passar pelo raio-x, as suas promessas políticas, nas quais, em verdade, o eleitor já de há tempo desacredita.

Quem acompanha o noticiário político deve reter ainda na memória que sua excelência, há dez meses, declarou ao País que “não aceitava nomear para o Banco do Brasil nem mesmo um faxineiro”. E cumpriu!? Não nomeou faxineiro que se seu governo não é pé-de-chinelo. Fez pior.

Mandou o conselho administrativo propor à Assembléia a divisão da vice-presidência em duas unidades (ou seja dois cargos), um para o ex-senador Maguito Vilela, candidato do PMDB derrotado nas eleições de 2006 para o governo de Goiás e outro para Luiz Carlos Guedes Pinto, do PT. Esse é o novo Brasil, em que o cidadão fica sabendo que o parlamento vai criar este ou aquele cargo, quando pensa em disputá-lo, já que a constituição diz que os cargos públicos devem ser preenchidos por concurso público aberto a todos os cidadão, ouve a resposta: não, meu senhor, estes cargos já têm dono. Ou seja, os cargos são instituídos mas já vem com o nome do titular carimbado.

Reclamar por que, se mais um ou dez cargos, no leviatã de Luiz Inácio, não faz diferença... para ele, já que remunera-os com o nosso dinheiro.

P.S. - Detalhe irrelevante: o candidato derrotado em Goiás vai agora manobrar um Orçamento de R$ 187 bilhões por ano. Será parecido com o Orçamento de Goiás?



Publicado no jornal “O Estado do Paraná”, 9/junho/2007







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