Terça-Feira, 10 de Agosto de 2010

Um governador que o povo chamava de Maneco Facão


Seu nome era Manoel Ribas mas ninguém o chamava assim. Não sei qual a razão mas o povo o chamava de Maneco Facão, carinhosamente. Era filho de Augusto Ribas e Pureza de Carvalho Ribas, nascido em Ponta Grossa em março de 1873, herdando nome de seu avô, o brigadeiro Ribas, conhecido por ter feito uma expedição ao alto do Paraná afim de guarnecer nossa fronteira durante a guerra do Paraguai. Estudou na cidade de Castro, onde casou e teve como professor Rocha Pombo. Na Revolução de 30 estava em Santa Maria, onde o presidente Getúlio Vargas foi buscá-lo para resolver uma disputa acirrada e violenta entre partidos políticos. Assumiu em janeiro de 1932 e governou o Paraná por treze ano como interventor ou governador. Construiu a Estrada do Cerne, iniciada em 1935 e concluída em 1940, com a extensão de 700 quilômetros, o tempo uma arrojada aventura, mas de vital importância pois ligava Curitiba ao Norte do Paraná que se julgava esquecido e já sentia um movimento para se desmembrar do nosso Estado e se unir ao mais próspero São Paulo. Iniciou as estradas de Curitiba a União da Vitória e de Ponta Grossa a Apucarana, intensificou a criação de cavalos e bovinos da raça “Jersey”, investiu na saúde, educação, programas assistenciais e criou a Casa do Pequeno Jornaleiro. A história o acusa de haver permitido o desmembramento do Estado para a criação do Território do Iguaçu, quando prevaleceu a sua fidelidade ao presidente Vargas. E quando Vargas caiu ele foi junto. Deixou o Palácio a 6 de novembro de 1945 e veio a falecer em Curitiba no dia 28 de janeiro de 1946.
P.S.- Consta que o apelido de Maneco Facão foi-lhe atribuído quando premido pela dificuldade financeira se viu forçado fazer um enorme corte no funcionalismo público para não atrasar os compromissos financeiros.







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